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Tarifa da discórdia e ameaça de demissão pelo CDL


Por Raimundo de Holanda

02/04/2025 21h16 — em
Bastidores da Política


  • É preciso definir a tarifa de ônibus em Manaus - o que não significa atender o pleito de empresários do setor. Um meio termo precisa ser encontrado.
  • Prolongar essa discussão apenas contribui para precarizar ainda mais um serviço sabidamente falho.

O reajuste da tarifa de ônibus é sempre um problema que envolve o município, trabalhadores, empresários e sociedade. Como concessão, as empresas têm o dever de investir e o direito de obter lucros.

Mas investem pouco, ancoradas quase sempre na "bondade" excessiva do poder público, que entra com boa parte do valor da passagem. Na prática, uma conta empurrada para o contribuinte.

É natural que se discuta exaustivamente os valores e se avalie com critério as planilhas apresentadas pelas empresas. Mas discutir com outros atores - por exemplo o Clube de Diretores Lojistas, é um preciosismo do Ministério Público, que atrasa uma decisão que já impacta na qualidade dos serviços prestados pelas empresas. E cria mais um entrave para  definir o valor da tarifa.

O CDL, como sempre, utiliza do argumento de que lojistas não podem bancar um vale transporte de R$ 6 e que podem demitir funcionários.

Não se nega que interessa aos lojistas evitar maiores custos com o vale transporte, mas o CDL se  valer do argumento da demissão de funcionários é uma forma abusiva de se imiscuir num assunto que deveria se ater às empresas e ao município, claro, com mediação do Ministério Público.

É preciso definir a tarifa - o que não significa atender o pleito dos empresários do setor. Um meio termo precisa ser encontrado. Prolongar essa discussão apenas contribui para precarizar ainda mais um serviço  sabidamente falho. 

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ASSUNTOS: CDL, Manaus, MP, tarifa de ônibus

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.